Mudanças espaço temporal da disponibilidade de serviços ecossistêmicos em uma microbacia hidrográfica do nordeste brasileiro. Spatial and temporal changes of the ecosystem services availability in a microwatershed in Northeast Brazil.

Authors: Ferreira, L.M.R., Esteves, L.S., Souza, E.P., Santos, C.A.C. and Rego, V.G.S.

http://eprints.bournemouth.ac.uk/33185/

https://revistas.ufpr.br/made/article/view/57716/40181

Journal: Desenvolvimento e Meio Ambiente

Volume: 52

Pages: 155-174

Publisher: Universidade Federal do Paraná

eISSN: 2176-9109

ISSN: 1518-952X

DOI: 10.5380/dma.v52i0.57716

A mudança no uso e ocupação da terra altera a dinâmica de ecossistemas e afeta a provisão de serviços ecossistêmicos, que são a base para a manutenção da vida e do bem-estar físico, mental e espiritual humano. Nesse contexto, o estabelecimento humano em países em desenvolvimento ocorreu, de modo geral, de forma desordenada e sem planejamento, ocasionando deterioração ambiental. No nordeste brasileiro, onde o recurso hídrico é escasso, as aglomerações humanas tendem a ocorrer próximas à rede hídrica, elevando a pressão antrópica sobre esse recurso. Este trabalho analisa as alterações na provisão de serviços ecossistêmicos na Microbacia Hidrográfica Riacho das Piabas, Paraíba, Brasil, associadas a mudanças do uso e ocupação da terra entre os anos de 1989, 2007 e 2014. Mudanças no uso e ocupação da terra foram identificadas e quantificadas por meio de técnicas de sensoriamento remoto e sistema de informação geográfica. Os serviços ecossistêmicos foram analisados por meio de média de valor monetário estimado de serviço ecossistêmico (VSE) disponível na literatura, utilizando o método de transferência de benefício. Em 1989, o valor total de serviço ecossistêmico foi estimado em US$ 7,18 milhões, reduzindo para US$ 3,73 milhões em 2007 e US$ 2,72 milhões em 2014. Houve aumento de 115% de área construída entre 1989 e 2014, resultando em redução de serviços ecossistêmicos de 62% entre os anos de 1989 e 2014. O declínio do VSE reflete o impacto negativo do processo de urbanização na manutenção de serviços ecossistêmicos, sobretudo os ofertados pela vegetação. A categoria vegetação arbórea foi a mais valiosa para a área de estudo, disponibilizando maior número de funções ecossistêmicas com alto VSE. Entretanto, foi a categoria que mais perdeu área ao longo dos anos. Portanto, é fundamental planejar, criar e manter áreas verdes para minorar os impactos do processo de urbanização na provisão de serviços ecossistêmicos.

The data on this page was last updated at 05:10 on February 17, 2020.